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Um Conto de Natal

Por ocasião da Data Natalícia é tradição de todas as publicações não esquecerem a época e dedicarem umas linhas a tal evento – o que está muito certo.
Porém o corrente nestes casos é que as palavras dedicadas a esse evento versarem normalmente situações envolvendo o Pai Natal e personagens assim. Mas eu tenho por mim que este tema de tantas vezes batido, está  muito gasto e, por isso, ouso propor debruçar-me não sobre o Natal propriamente mas sim à data em que tal acontece que é, no caso europeu, o tempo que nesse período faz. Frio, evidentemente. Ora se não há meios para eliminar o frio que nos envolve nesse período do ano, melhor será que o enfrentemos. Viajando, por exemplo.
E foi o que eu fiz.

 

Ronda Noite

Ronda Noite

Bem. Para encurtar razoes, situemo-nos na Bélgica com destino à Holanda, para visita familiar a Amesterdão, ao Rij Ksmuseum, pois o almejado quadro de Rembrandt “A RONDA DA NOITE” nunca conseguira apreciá-lo sempre que nesta cidade estive.
Porém o tempo a anunciar borrasca da grossa, com despertar em Antuérpia, com -12° e muita neve aconselhava a opção caminho de ferro, e foi o que fizemos.

Viagem bela ! É preciso dizer que, por ter sido anulado o comboio anterior, aquele ia lotado em condições quase inacreditáveis a fazer lembrar aqueles comboios de tempos idos, de levas de judeus com destino a Austreliz.