Mitos e Preconceitos
Adicionada | 09 Dezembro 2009 por TiO

Socialmente a relação sexual tem sido considerada uma actividade quase exclusiva das pessoas jovens
No caso dos homens, embora com o avanço da idade haja diminuição na quantidade de esperma expelido pela ejaculação e esse jacto ejaculatório seja menos intenso do que foi em idades anteriores, isto não significa diminuição de prazer.
Com tratamento médico adequado e com maior atenção às preliminares e à qualidade das carícias, a idosa não deixa de ter interesse e prazer sexual, apenas deixa de ser fértil (não pode mais ter filhos).
No caso das mulheres, as alterações hormonais comuns ao climatério e à menopausa são significativas, podendo gerar dificuldades sexuais. Havendo menor lubrificação vaginal, por exemplo, pode ocorrer dificuldade em atingir o orgasmo.
Perturbações emocionais, desencadeados por ocorrências externas comuns a esta faixa etária, também podem contribuir para o declínio da vida sexual nos idosos. Ex: morte do(a) parceiro(a), reforma, preocupações económicas e depressão. Nessas situações, a qualidade de vida sexual tende a decair, mas estes problemas podem ser resolvidos com apoio médico e psicológico adequados.
Apesar de, nos idosos a função sexual estar comprometida, pelas mudanças fisiológicas e anatómicas do organismo produzidas pelo envelhecimento., estudos médicos demonstram que a maior parte das pessoas de idade avançada é perfeitamente capaz de ter relações sexuais e de sentir prazer nas mesmas actividades que se entregam as pessoas mais jovens.
Outro preconceito que a sociedade impõe diz respeito à diminuição do desejo sexual no idoso e, consequentemente, da frequência de relações sexuais.
A nossa cultura aceita mal a existência de sexualidade nos idosos, e quando eles apresentam qualquer manifestação de interesse sexual, são frequentemente discriminados e o seu comportamento tido como inapropriado ou bizarro.
Dai que, devido ao desconhecimento e à pressão cultural, numerosas pessoas de idade avançada, nas quais ainda é intenso o desejo sexual, experimentam um sentimento de culpa e de vergonha, chegando a crer-se anormais pelo simples ato de se perceberem com vontade do prazer.
Socialmente a relação sexual tem sido considerada uma actividade quase exclusiva das pessoas jovens, das pessoas com boa saúde e fisicamente atraentes. A ideia de que as pessoas de idade avançada também possam manter relações sexuais não é culturalmente muito aceite, pelo que no imaginário colectivo a sexualidade da pessoa idosa, não existe.
Considerando que a idade induz a mudanças físicas, emocionais e sociais, é natural que estas mudanças conduzam também alterações no campo da sexualidade. No entanto, apesar das possíveis limitações físicas e/ou emocionais frequentes em indivíduos mais idosos, o ser humano possui condições de manter actividade sexual satisfatória, salvo em casos de doenças crónicas que impeçam uma actividade física.
A actividade sexual humana depende das características físicas, psicológicas e biográficas do indivíduo, das do/a parceira e ainda do contexto sócio-cultural onde estes se inserem.


