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Ser Avó ou Avô

Adicionada | 12 Dezembro 2009 por TiO

papy mamy and sachaSer Avó ou Avô é o único papel social e familiar que está associado á idade adulta ou velhice. Mas os avôs e avós actuais são muito diferentes dos avôs de “antigamente”

Segundo Ingrid Herlyn e Bianca Lehmann (1998) as “avós” podem classificar-se em 5 tipos: 

Avós com responsabilidades orientadas: são maioritariamente jovens, com empregos bem remunerados, que cuidam dos seus netos e querem participar na vida destes;

Avós auto-determinadas e ocupadas: Normalmente são mulheres casadas, empregadas, com um alto nível de educação. Gostam de cuidar dos seus netos, mas este desejo sobrepõem-se aos seus interesses profissionais;

Avós integradas: São sobretudo mulheres idosas, viúvas, oriundas de classes sociais mais baixas, com uma postura passiva perante os netos: gostam da sua companhia mas não assumem responsabilidades em relação a estes;

Avós ambivalentes: Normalmente são casadas com elevado nível de qualificação, têm um contacto esporádico com os netos e não cuidam destes. Sentem-se responsáveis pelos netos mas em simultâneo sentem que ser avó é uma função extenuante;

Avós relativamente independentes: Mulheres que não se sentem responsáveis pelos seus netos, nem esperam nada deles. Só têm com eles contactos muito raros, em ocasiões “rituais” (natal, aniversários, etc).

Em resumo, apesar dos factores biológicos aumentarem as possibilidades de relacionamento multigeracional, factores económicos, sociais e culturais, diminuem essas possibilidades.  Por outro lado, tendo em consideração a multiplicidade de barreiras a ultrapassar, os avós que de facto desempenham os seus papeis, são muitas vezes o centro da rede familiar, que serve referência e orientação para a transmissão de afectos, valores, princípios e normas. São também o suporte para a solidariedade intergeracional familiar, assegurando muitas vezes o cuidado aos netos, o suporte financeiro e o acolhimento da família na mesma habitação. E porque não raramente são os substitutos dos pais sem tempo, ou em situações de crise familiar, os avós são também o pilar da educação e socialização das crianças, contribuindo de forma inequívoca e irreversível para a construção da sua personalidade.

Por tudo isto impõem-se a questão: que evolução social teremos num cenário em que as crianças e jovens crescem sem um modelo de “avó” biológico ou “adoptivo” ?

Dez Recados aos Avós

Através do avô as crianças podem descobrir as façanhas da infância dos pais e este conhecimento facilita a estruturação do seu SER infantil, pois é de muita ajuda para a criança saber que “o seu próprio pai” um dia foi uma criança e que não adquiriu o actual status sem passar por uma dinâmica evolutiva que ela própria deverá, agora, também percorrer.  Ler Mais .: