Divórcio
Adicionada | 13 Dezembro 2009 por TiO
O divorcio tem diferentes interpretações e pode ter diferentes consequências, económicas, emocionais e parentais. As implicações são diferentes para homens e mulheres e variam também em função o estatuto sóciocultural e económico, valores e tradições, zona geográfica ou mesmo grau de urbanidade onde ocorre.
O aumento da esperança média de vida, a evolução dos modelos sociais e familiares conjugad0s com a melhoria da qualidade de vida e do poder económico, são factores que incentivam à procura de novas oportunidades, à busca de liberdades e por consequência, muitas vezes levam também ao desejo de experimentar novos relacionamentos. E o divórcio acontece.
Muitas vezes, sem as responsabilidades parentais sobre os filhos que já são adultos, e com a disponibilidade financeira e tempo que a reforma traz, os idosos vêem a oportunidade para se libertarem das do dia a dia que durante anos praticaram.
Qual a diferença entre a separação de um casal mais novo e a de um casal de idosos?
“os idosos costumam estar mais estabilizados e, por isso, estão mais preocupados na busca pelo afecto. Os mais jovens, quando se separam, desejam formar uma outra família. No caso dos mais velhos, é possível que uma separação venha pelo esgotamento da relação, pela ausência de companheirismo ou carinho. Nessa fase, a relação transforma-se num forte laço de amizade e, quando isso se perde, acaba a razão para estar junto”. Juarez Távora, Psicólogo.
O divórcio deixou de ser um acto socialmente condenável e um motivo de vergonha para os seus protagonistas. Antes pelo contrário, passou a ser entendido pelos mais velhos, como um factor de coragem e liberdade.
“Em Portugal, a evolução dos divórcios, segundo a idade dos cônjuges, mostra que a susceptibilidade para o divórcio não é umas questão que atinja apenas as gerações jovens. Há menos pessoas a divorciarem-se com menos de 30 anos e no lado oposto, relativamente ao grupo etário dos 60 ou mais anos, a tendência observada foi para o aumento dos divórcios”. Fonte: INE
Há vida depois do divórcio
Não caia na tentação de enveredar por mecanismos menos legais e saudáveis para ultrapassar a situação (droga, auto-medicação, tabagismo, alcoolismo, etc). Não enverede por situações pouco seguras ou mesmo perigosas: comprar compulsivamente, partir à conquista de relacionamentos fortuitos, participar em jogos de azar, etc.
Deixe-se seduzir pelas ofertas: inscreva-se num clube de ginástica, na universidade ou num curso de curta duração, ofereça-se como voluntário(a), leia, cultive-se, cuide-se. Faça uma lista de tudo o que desejou realizar durante os anos em que esteve casado(a) e comece pela pequenas realizações e conquistas. Escreva as suas memórias, pinte, dedique-se a um passatempo.
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