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Doença de Parkinson

Adicionada | 08 Dezembro 2009 por TiO

Patologia:
A doença de Parkinson foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. É uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lenta e  progressiva, idiopática (sem causa conhecida). Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afecta a memória ou a capacidade intelectual do doente.
A Doença de Parkinson é devida à degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afecta os movimentos do doente, provocando os  seguintes sintomas:

  • Rigidez muscular
  • Tremor de repouso
  • Hipocinesia (diminuição da mobilidade)
  • Instabilidade postural

Não há evidências de que seja hereditária. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável. É progressiva e a sua causa ainda continua desconhecida.

 Diagnóstico:
O diagnóstico na fase inicial, muitas vezes não é fácil, e deve por isso ser feito por um médico, preferencialmente neurologista, que dirá se a causa é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido a outras causas. Os sintomas característicos da Parkison podem ser devidos a medicamentos variados (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas, flunarizina), intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, enfartes cerebrais dos gânglios de base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálicos, encefalites, mas nestes  casos, não costumam ser tão intensos.
O diagnóstico da doença de Parkinson é feito por exclusão. Exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros.
O aumento gradual dos tremores, maior lentidão de movimentos, caminhar arrastando os pés e a postura inclinada para a frente constituem os sintomas que caracterizam a doença.
O tremor da doença de Parkinson tem certas características. É o tremor de repouso que aparece, por exemplo, quando o paciente está com os braços parados, a ler jornal, e pode desaparecer rapidamente quando realiza um movimento voluntário qualquer. Isso quer dizer quando a pessoa executa um trabalho ou faz algum movimento, ele desaparece.

 Tratamento: 

Actualmente não existe cura para a doença de  Parkinson. Porém, esta pode ser tratada, não apenas combatendo os sintomas, como também retardando a sua progressão.
A grande barreira para se curar a doença está na própria genética humana. No cérebro, ao contrário do restante do organismo, as células não se renovam. Por isso, nada há a fazer diante da morte das células produtoras da dopamina na substância negra. A grande arma da medicina para combater o Parkinson são os remédios e cirurgias (para o tratamento dos tremores), além da fisioterapia e a terapia ocupacional.
Cada indivíduo responde diferentemente ao tratamento e o que favorece um paciente pode desfavorecer outro. É necessário corrigir a diminuição progressiva da dopamina com calma.
O tratamento consiste no uso de medicamentos, fisioterapia, psicoterapia e, em alguns casos selecionados, cirurgia. É importante tomar cuidado com certos tipos de medicamentos que desencadeiam ou pioram
A levodopa ainda é o medicamento mais eficaz para amenizar os sintomas da doença. Descoberta na década de 70,  transforma-se em dopamina no cérebro, e supre parcialmente a falta desse neurotransmissor. Repõe a dopamina, mas seu efeito é apenas de controle dos sintomas.