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Tratamento Farmacológico

Adicionada | 08 Dezembro 2009 por TiO

Tal como ainda não existe nenhum teste de diagnóstico, especifico para a doença, também não existe tratamento curativo. 

O tratamento farmacológico da doença  pode ser definido em quatro níveis:

  • Terapêutica específica, que tem como objectivo reverter processos patofisiológicos que conduzem à morte neuronal e à demência;
  • Abordagem profilática, que visa a retardar o início da demência ou prevenir declínio cognitivo adicional, uma vez deflagrado processo;
  • Tratamento sintomático, que visa restaurar, ainda que parcial ou provisoriamente, as capacidades cognitivas, as habilidades funcionais e o comportamento dos pacientes portadores de demência;
  • Terapêutica complementar, que busca o tratamento das manifestações não-cognitivas da demência, tais como depressão, psicose, agitação psicomotora, agressividade e distúrbio do sono.

Farmacos que tentam melhorar a perda de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Ex: rivastigmina, tacrina, donepezil, metrifonato, galantamina, que podem causar algum efeito positivo no inicio da doença, não impedindo porem a sua progressão

Os inibidores das colinesterases (I-ChE) são as principais drogas hoje licenciadas para o tratamento específico da doença. O seu uso baseia-se no pressuposto déficit colinérgico que ocorre na doença, e visa o aumento da disponibilidade sináptica de acetilcolina, através da inibição das suas principais enzimas catalíticas, a acetil e a butirilcolinesterase. Têm efeito sintomático discreto sobre a cognição, algumas vezes beneficiando também certas alterações não-cognitivas da demência.

Outros fármacos:
Memantina:
é usada devidos aos seus efeitos sobre a neurotransmissão glutamatérgica que, assim como a colinérgica, encontra-se alterada nessa doença. O glutamato é o principal neurotransmissor cerebral, particularmente em regiões associadas às funções cognitivas e à memória, tais como o córtex temporal e o hipocampo.

Antioxidantes: Inúmeros estudos apresentaram evidências de que o stress oxidativo, através da formação de radicais livres de oxigénio, pode contribuir para a patogenia da doença de Alzheimer, o que justifica o emprego de substâncias antioxidantes. Desse modo, a vitamina E em doses altas (1.000 UI duas vezes ao dia) e a selegilina (10 mg ao dia) têm sido empregadas como adjuvantes do tratamento da doença. Embora não
proporcionem melhora objectiva da cognição, podem retardar a evolução natural da doença, exercendo um suposto efeito neuroprotector

Estrógeneos: A terapia de reposição estrogénica foi proposta como acção preventiva da doença, com base nos mecanismos neuroprotectores demonstrados in vitro e em modelos animais. Os estrógeneos exercem efeitos cerebrais mediante a transdução de sinais a partir de diferentes receptores da superfície neuronal, activando factores de crescimento, promovendo a liberação de neurotransmissores e aumentando o fluxo sanguíneo cerebral.

 Fonte: Dr Orestes V. Forlenza in Revista de Psiquiatria Clínica