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Fracturas

Adicionada | 08 Dezembro 2009 por TiO

 As quedas acidentais são a causa mais frequente de fracturas da extremidade proximal do fémur no idoso.

Tratamento e impacto sócio-económico
Apesar de habitualmente o tratamento cirúrgico das fracturas da extremidade proximal do fémur ser eficaz, as complicações inerentes ao tempo de espera cirúrgico médio, ao procedimento anestésico, ao método utilizado, ao tempo de internamento hospitalar médio e ao agravamento de patologias associadas (classificação ASA) são factores de morbilidade acrescida que afectam os índices de recuperação.

Os riscos do tratamento conservador (tracção), utilizado quando existem contra-indicações cirúrgicas  associam-se à imobilidade prolongada (escaras de decúbito, tromboembolismo, infecções urinarias, pneumonias, etc.).

Apenas 25 a 50% dos doentes considerados independentes antes da fractura recuperem o seu padrão de actividade diária 12 meses após o acidentes.

O encurtamento dos internamentos hospitalares dos doentes portadores de fracturas da extremidade superior do fémur tem sido possível devido à intervenção cirúrgica precoce e à eficácia dos implantes ortopédicos, que permitem levantes entre o 1-3º dia pós-operatório e reabilitação fisiátrica precoce.

Este facto torna imperioso o desenvolvimento de estruturas de apoio social ou domiciliário para acolhimento daqueles doentes em fase de reabilitação.

Primeiros socorros
Quando ocorre uma fractura é muito importante manter o osso numa posição flexível, até chegar um profissional. Peça ajuda médica de imediato.

  • Tipos de Facturas:

    Expostas: quando o osso está quebrado e a pele perfurada. Colocar gaze ou pano limpo sobre o ferimento, de maneira a deixá-lo aberto. Manter a vítima deitada e proceder como nas fracturas fechadas, imobilizando com talas. Em caso de fracturas com hemorragia, estancar a mesma.
  • Fechadas: quando o osso se quebra, mas os tecidos não forma lesados Colocar o membro afectado em posição natural, sem desconforto para a vítima. Imobilizar a articulação acima e abaixo da fractura com tala (tábua, papelão, vareta de metal, etc.), amarrada com ataduras ou tiras de pano

Fracturas de Coluna e Pescoço
Manter a vítima imóvel e EVITAR qualquer movimento, até chegar ajuda médica. Coloque panos ou uma almofada de cada lado do pescoço, de modo a imobiliza-lo.

Fracturas de Crânio
Cubra e mantenha a vitima aquecida. Neste tipo de fractura é normal que a vitima sangre pelo nariz, ouvidos ou boca. anter a vítima deitada de lado, para que a língua não  dificulte ou impeça a respiração.

O risco aumentando de quedas na população idosa está normalmente associado à senesência dos órgãos dos sentidos (cataratas, glaucoma, degenerescência macular), aos distúrbios do equilíbrio e da marcha (AVC’s, ICC, arritmias, artroses, fraquezas musculares, distúrbios urinários . D. Parkinson , polineuropatia) e à polimedicação afectando o equilíbrio e a percepção) sedativos, hipnóticos, diuréticos, anti-hipertensores).

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