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Doença de Parkinson

Adicionada | 08 Abril 2010 por TiO

Doença de Parkinson

O dia 11 de Abril é uma data conhecida por todos os Doentes de Parkinson. É o dia do nascimento do Dr. James Parkinson, que como é sabido foi o médico que descreveu pela primeira vez a doença que viria a adoptar o seu nome.

O Dia Mundial da Doença de Parkinson, vai ser comemorada com diversas actividades em Portugal na semana antecedente, bem como na semana seguinte. Terá no entanto o seu ponto mais alto com o Encontro Nacional em Fátima, para todos os Doentes de Parkinson, associados ou não, familiares, cuidadores, técnicos de Saúde, amigos e todos os que se pretendam associar. O encontro está marcado para o dia 11 de Abril.

Fonte: Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson

Patologia & Diagnósico

Adicionada | 08 Abril 2010 por TiO

Patologia & Diagnósico

A doença de Parkinson foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. É uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lenta e  progressiva, idiopática (sem causa conhecida). Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afecta a memória ou a capacidade intelectual do doente.
A Doença de Parkinson é devida à degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afecta os movimentos do doente, provocando os  seguintes sintomas:

  • Rigidez muscular
  • Tremor de repouso
  • Hipocinesia (diminuição da mobilidade)
  • Instabilidade postural

Não há evidências de que seja hereditária. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável. É progressiva e a sua causa ainda continua desconhecida.

Saber Mais .:

Nutrição & Parkinson

Adicionada | 08 Abril 2010 por TiO

Nutrição & Parkinson

O “Manual Simples para uma alimentação saudável dos doentes de Parkinson” foi editado pela Parkinson’s Association of Ireland e publicado em Janeiro de 2010. O livro de 32 paginas, apresenta conselhos sobre nutrição para pessoas com Parkinson e receitas simples de boa ingredientes saudáveis.
Tem um prefácio escrito por Una Ryan Anderson, (Presidente da Associação) e uma introdução pelo conhecido chef  Neven Maguire. Acesso ao Livro .:

Estimular os circuitos cerebrais

Adicionada | 08 Abril 2010 por TiO

Doentes de Parkinson ganham nova esperança no Hospital de S. João. Estimular os circuitos cerebrais dos doentes de Parkinson é a forma encontrada pelo Hospital de S. João para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Pela primeira vez em Portugal foi implementado no Hospital de São João, no Porto, um dispositivo para estimular os circuitos cerebrais dos doentes de Parkinson. O Activa PC permite diminuir os sintomas e melhorar a função motora dos pacientes.

“O dispositivo funciona de um modo semelhante a um pacemaker. Gera estímulos eléctricos que depois vão ser conduzidos até à profundidade do cérebro e são esses estímulos que interferem com os circuitos cerebrais que controlam os movimentos dos doentes e permitem a melhoria dos sintomas”, explica Rui Vaz, neurocirurgião e director do Serviço de Neurocirurgia do Hospital de São João.

O Activa PC permite uma regulação do estímulo, importante para controlar os sintomas, de uma forma mais eficaz e versátil que o anterior sistema. O dispositivo apresenta ainda a vantagem de “ser mais pequeno, o que provoca uma deformidade estética menor na sua colocação debaixo da pele, o que é importante nomeadamente em doentes mais magros”, sublinha Rui Vaz. Cabe ao próprio doente definir a intensidade do estímulo, consoante os parâmetros escolhidos pelo médico.

A escolha do Hospital de São João para a implementação do dispositivo respeitou alguns critérios. “Deve-se ao facto de sermos o hospital com mais experiência nacional e de termos sido nós a introduzir a cirurgia de Parkinson em Portugal, em 2002″, diz Rui Vaz, ao sublinhar o facto de o centro hospital ser o responsável pelo observação do maior número de casos. “Temos neste momento mais de 100 casos operados”, justifica.

Na Europa existem cerca de trezentos aparelhos colocados. O dispositivo não tem qualquer custo para os pacientes, uma vez que é totalmente suportado pelo Estado. Contudo, o Activa PC é mais caro que o anterior sistema, e por isso, é dada prioridade aos casos mais graves.

Fonte: Andreia Azevedo, JornalismoPortoNet 14.04.2009

Curso: Doença de Parkinson

Adicionada | 05 Abril 2010 por TiO

Vai realizar-se no Sábado, 10 de Abril o ” I Curso sobre Doença de Parkinson para Cuidadores e Familiares”. O Curso tem entrada gratuita e é organizado pela Unidade Neurológica de Investigação Clínica – Faculdade de Medicina de Lisboa.

“A equipa de médicos e investigadores do Instituto de Medicina Molecular que se dedicam à investigação em Doença de Parkinson vão realizar no dia 10 de Abril um curso de formação dirigido a cuidadores e familiares de doentes. Esta equipa, para além de fazer investigação e acompanhar doentes com Doença de Parkinson, reconhece a importância crescente dos cuidadores para o sucesso do tratamento dos doentes. Este curso terá por objectivo discutir aspectos básicos da doença com relevância para os cuidadores. Será também objectivo desta reunião estabelecer uma mais fácil comunicação entre os vários interessados nesta doença.”
 
Programa e Mais Informações .:

Doença de Parkinson

Adicionada | 13 Março 2010 por TiO

Investigadores da universidade de Coimbra testam terapêutica que pode bloquear progressão da doença de Parkinson. Uma investigação realizada no Centro de Neurociências e Biologia Celular permitiu perceber como a disfunção de uma estrutura existente nas células de doentes de Parkinson contribuía para a morte dessas células e encontrar uma solução para reverter o processo.

A nova abordagem poderá levar a uma terapêutica que evite a progressão da doença.
Investigadores do Grupo Mecanismos Moleculares de Doença do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC), em parceria com colegas da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, identificaram um potencial alvo terapêutico que poderá permitir o desenvolvimento de uma nova terapêutica com ganhos no tempo de vida de doentes de Parkinson. A equipa estudou, em células de doentes de Parkinson, as implicações da disfunção da mitocôndria, uma estrutura responsável pela produção de energia nas células.

Foi verificado que se a mitocôndria não funcionar correctamente – o que pode acontecer, por exemplo, por causa do envelhecimento da célula, de stress oxidativo ou de defeitos genéticos – as estruturas (designadas por microtúbulos) que fazem o transporte dos componentes  celulares que têm de ser eliminados, degradam-se.

«Podemos comparar os microtúbulos que existem nas células a uma rede de caminhos-de-ferro, se ela estiver em alguns pontos danificada, o transporte não é eficiente», explica Sandra Morais Cardoso, investigadora do CNC e coordenadora do estudo. Consequentemente, acumulam-se, nesses pontos, vesículas (espécies de bolsas) que contêm partes danificadas das células que deveriam ser eliminadas, e proteínas que se tornam tóxicas, levando à morte da  célula.

Tendo identificado este processo, a equipa de investigadores decidiu testar um agente que fosse polimerizador, ou seja, que permitisse voltar a agregar os pontos da rede que estivessem danificados. Escolherem o taxol, um composto também usado, mas em doses elevadas na quimioterapia, que actua ao nível dos microtúbulos. As conclusões do estudo, que foram recentemente publicadas nos jornais internacionais “CNS & Neurological Disorders –Drug Targets”, “Frontiers in Aging Neuroscience” e “Neurobiology of Disease”, mostram  que esse composto previne, de facto, a acumulação de agregados tóxicos de proteínas em células com mitrocôndrias disfuncionais de doentes de Parkinson.

Esta investigação traz assim novas pistas para a compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos na doença de Parkinson, permitindo desenvolver novos agentes terapêuticos. Em breve, a equipa do CNC irá usar o taxol em modelos animais da doença de Parkinson para avaliar a sua eficácia no bloqueio da progressão da doença.