O envelhecimento populacional é mais acentuado nas mulheres. Entre 1975 e 2008 o valor do índice de envelhecimento das mulheres aumentou de 47 para 138 idosas por cada 100 jovens, reflectindo, nomeadamente, o contínuo aumento da longevidade.
População residente maioritariamente composta por mulheres
A maioria da população residente em Portugal é constituída por mulheres. Em 2008, residiam em Portugal cerca de 5,5 milhões de mulheres, correspondendo a 51,6% da população total.
Entre 1975 e 2008, a relação de feminilidade da população passou de 110 para 107 mulheres por 100 homens, essencialmente devido a saldos migratórios masculinos superiores aos femininos.
Em 2008, a maior proporção da população feminina centrava-se nas idades activas, dos 25 aos 64 anos de idade (54,9%), seguida do grupo etário 65 e mais anos (19,9%). Comparativamente com 1975, destaca-se o decréscimo em mais de 11 pontos percentuais da população com menos de 15 anos e o aumento da população em idade activa com 25 a 64 anos de idade (mais 7,9 p.p.) e da população com 65 e mais anos (mais 7,8 p.p.).
Mulheres vivem em média mais 10 anos do que em 1975
A esperança média de vida à nascença tem vindo progressivamente a aumentar. Em 1975, as mulheres podiam esperar viver, em média, 72 anos e no período 2006-2008, a esperança média de vida ascendia a 82 anos.
O aumento da escolarização da população portuguesa nas últimas décadas é particularmente dinamizado pela participação das mulheres Desde o fim da década de 70 que a proporção de mulheres no nível de ensino secundário é maioritária – a relação de feminilidade neste nível de escolaridade atingiu o valor mais elevado no ano lectivo 1991/92 (56,1%), situando-se em 52,7% no ano lectivo 2007/2008.
Na primeira década do século XXI as mulheres estão maioritariamente representadas na frequência de cursos de ensino superior, ainda que se observe o esbatimento desse predomínio entre o ano lectivo 2000/2001 (57 mulheres por cada 100 estudantes matriculados no ensino superior) e o ano lectivo de 2008/2009 (53,4 mulheres por cada 100 estudantes matriculados no ensino superior).
Acompanhando a mesma tendência em termos de desempenho, a proporção de diplomados por cada 100 alunos é ainda assim favorável às mulheres, que representavam 67,1% do total de diplomados no início desta década, passando a representar 59,6% no ano lectivo de 2008/2009.
Mulheres aumentaram a sua participação no mercado de trabalho
A taxa de actividade das mulheres (15 e mais anos) tem vindo a aumentar, sendo de 51,8% em 1998 e de 56,0% em 2009.
A participação da mulher portuguesa no mercado de trabalho é das mais elevadas no contexto da União Europeia. Em 2008, a taxa de actividade das mulheres residentes em Portugal era apenas superada pelas taxas da Suécia, Dinamarca, Holanda e Finlândia.
A taxa de actividade feminina varia na razão directa do nível de escolaridade
A taxa de actividade das mulheres cujo nível de escolaridade completo correspondia no máximo ao 3º ciclo do ensino básico foi de 48,4% em 2009 (47,9% em 1998); de 69,2% com escolaridade de nível secundário/póssecundário (60,3% em 1998), e de 84,5% com ensino superior (85,6% em 1998).
Crescente utilização de tecnologias de informação e comunicação
Desde 2002 verifica-se uma tendência de crescimento geral na utilização de tecnologias da informação e da comunicação. Em 2009, 46,6% das mulheres utilizaram o computador e 42,2% fizeram pesquisas na Internet, face a 22,4% e 14,8%, respectivamente, em 2002.
O número de mulheres eleitas para o Parlamento Europeu quase triplicou
As portuguesas com assento no Parlamento Europeu têm reforçado a sua participação e representam, em 2009, 36,4% do total de deputados portugueses eleitos, contra 12,5 % em 1989.
O número de mulheres eleitas para a Assembleia da República triplica
As deputadas eleitas para a Assembleia da República representam 27,4% dos deputados em 2009 (63 num total de 230 deputados), valor bem mais elevado do que os 8,7% registados em 1991.
O número de mulheres lesadas/ofendidas tem vindo a aumentar
Entre 1998 e 2008, verificou-se uma variação superior no número de mulheres lesadas/ofendidas, identificadas pela PSP e pela GNR, tanto nos crimes contra o património (81,2%) como nos crimes contra as pessoas (45,1%), por comparação com o total (49,4% e 15,2%, respectivamente).
Mais de metade dos lesados/ofendidos identificados em crimes contra as pessoas são mulheres (57,8% em 2008, para 45,9% em 1998).