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Travar o envelhecimento

Adicionada | 11 Julho 2010 por TiO

Travar o envelhecimento

Um cientista inglês de 47 anos acredita que é possível travar o envelhecimento. Aubrey De Grey defende que a ciência pode “reparar os danos acumulados no corpo ao longo da vida e tornar as pessoas mais bonitas e com um aspecto mais jovem”. Uma teoria que ontem defendeu no Porto, durante o simpósio anual do Programa Graduado em Áreas da Biologia Básica e Aplicada (GABBA) da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

De Grey é o director da fundação Strategies for Engineered Negligible Senescence, na Califórnia, Estados Unidos, onde tem desenvolvido uma pesquisa alargada com o objectivo de encontrar uma cura para o envelhecimento. Segundo explicou ao DN “este rejuvenescimento só é possível com muito trabalho dos jovens e muita investigação”.

“A biologia experimentativa necessita de desenvolver métodos para usar células estaminais, terapias limpas e engenharia de tecidos, tudo aquilo que interessa, para reparar os danos moleculares e celulares”, salientou o investigador inglês.

De Grey explica que algumas das tecnologias para o fazer já existem, “mas outras ainda estão longe de ser alcançadas”. Por isso calcula que são necessárias algumas décadas para que seja possível travar o envelhecimento.

“Dentro de 25 anos teremos 50% de hipóteses de o conseguir fazer”, sustenta.

A teoria de Aubrey De Grey – doutorado pela Universidade de Cambridge, onde nunca foi aluno, devido ao seu livro The Mitochondrial Free Radical Theory of Aging – é polémica e tem sido alvo de muitas críticas.

Para dar a conhecer o seu trabalho, o cientista publicou em 2007 o livro “Ending Aging”, em parceria com o assistente Michael Rae, onde descrevem com maior detalhe esta teoria. E, em Março de 2009, criou uma organização sem fins lucrativos, a Fundação Strategies for Engineered Negligible Senescence, onde tenta pôr em prática as suas teses.

Graças a este trabalho, o investigador assegura que a contestação à sua teoria tem vindo a mudar nos últimos anos e até assegura que ela se devia ao des- conhecimento do verdadeiro significado da medicina regenerativa. “Com o tempo as pessoas têm vindo a perceber como todos estes campos se combinam e, na verdade, já não me criticam tanto”, frisa.

Em termos de conhecimentos e desenvolvimentos tecnológicos, Aubrey De Grey assegura que actualmente já temos alguma da tecnologia necessária para este processo. “Sabemos o que é preciso fazer, mas ainda precisamos de realizar muita investigação para conseguir que o processo possa resultar”, referiu ao DN.

Salientando que é necessário investir mais dinheiro neste campo, o cientista inglês assegura que “precisamos que exista investigação e pesquisa ao nível das universidades, mas igualmente de uma maior investigação do sector privado em biotecnologia”.

Contudo, o biogerontologista inglês acredita que todos temos um papel decisivo para travar o nosso envelhecimento. “Acima de tudo precisamos que as pessoas coloquem um maior ênfase na geriatria preventiva e que se concentrem em prevenir o seu próprio envelhecimento, em vez de se preocuparem tanto nas doenças e nos seus efeitos”, sublinha Aubrey De Grey.

Helder Robalo
Fonte: DN

Perfil do Envelhecimento

Adicionada | 28 Junho 2010 por TiO

Perfil do Envelhecimento

No âmbito do estudo, avaliou-se a autonomia funcional multidimensional, no âmbito físico, mental e social, de 2.516 indivíduos representativos da população continental portuguesa. A amostra foi estratificada por 3 grupos etários, 55-64 anos, 65-74 anos e maiores que 75 anos, por género e por distribuição regional, Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo (LVT), Alentejo e Algarve.

Os indivíduos foram comparados de acordo com os seguintes parâmetros de interesse:

Caracterização sócio-demográfica;
Locomoção, autonomia física e autonomia instrumental;
Quedas, percepção do estado de saúde, estado emocional e avaliação cognitiva;
Actividade física, tabagismo, hábitos alimentares;
Características antropométricas;
Parâmetros laboratoriais hematológicos, bioquímicos e imunológicos.
Os resultados revelam que a população portuguesa envelhece apresentando, maioritariamente, independência funcional com hábitos de vida favoráveis, sendo o limite estimado para o aparecimento de factores de dependência funcional a idade superior a 70 anos.

Em particular, a análise por grupo etário concluiu que o grupo dos 55-64 anos apresentou menor percentagem de casos desfavoráveis na maioria dos parâmetros estudados, excepto no domínio dos hábitos de vida e tabagismo.

Relativamente à análise por região, constata-se que o Norte, apresenta uma situação mais desfavorável quanto à rede social e à avaliação cognitiva. A região do Alentejo destaca-se, por apresentar o dobro da possibilidade dos indivíduos serem dependentes funcionais, em relação aos individuos da região de LVT.

O estudo salienta ainda, que existe 4,28 mais probabilidade de dependência funcional nos indivíduos do sexo masculino em comparação com os do sexo feminino, atingindo sobretudo os com idade superior a 75 anos.

O estudo pretende assim conceder um nível de conhecimentos facilitador do desenvolvimento de planos estratégicos de intervenção ao nível de prevenção, tratamento e reabilitação, contribuindo para a promoção de estilos de vida saudáveis e bem-estar da população idosa portuguesa.
Acesso ao Estudo realizado pela Faculdade de Medicina da U. de Coimbra .:

Teatro sénior

Adicionada | 14 Junho 2010 por TiO

Agir para um desenvolvimento activo

A Câmara Municipal do Seixal – Projecto de Teatro Sénior (Des)dramatizar e a ACTO convidam-vos para assistir a um debate sobre o teatro sénior como uma modalidade  de promoção do envelhecimento activo.

Dia 28 de junho a partir das 14h30 – Quinta da fidalga – Seixal (frente a baia)

Confirme : agnesacto@hotmail.com

Direitos dos Idosos

Adicionada | 30 Maio 2010 por TiO

Direitos dos Idosos

Vários parceiros de dez países lançaram um debate sobre a melhor forma de reconhecer e afirmar os direitos das pessoas idosas mais vulneráveis, especialmente o número crescente dos que recebem cuidados de longa duração. O avanço da idade não afecta os direitos, deveres e responsabilidades de uma pessoa. A carta dá relevo especial ao direito à dignidade, à autodeterminação, à saúde e à liberdade de expressão. Esses direitos não são plenamente respeitados hoje. Os autores querem que a Carta seja aprovada e respeitada de modo a que os idosos possam usufruir de todos os seus direitos.

Os 10 artigos são:
ARTIGO 1
Direito à dignidade, ao bem-estar físico e mental, à liberdade e segurança
ARTIGO 2.
Direito à autodeterminação
ARTIGO 3.
Direito à Privacidade
ARTIGO 4.
Direito a cuidados adequados e com qualidade
ARTIGO 5.
Direito a informação personalizada e aconselhamento de modo a poder tomar decisões conscientes
ARTIGO 6.
Direito a comunicação continuada, participação na sociedade e atividades culturais
ARTIGO 7.
Direito à liberdade de expressão e à liberdade de pensamento/consciência: crenças, cultura e religião
ARTIGO 8.
Direito a cuidados paliativos e apoio e respeito e dignidade na morte
ARTIGO 9.
Direito à reparação
ARTIGO 10
Responsabilidades

Leia a carta, em inglês, [aqui]

Turismo medicinal

Adicionada | 19 Maio 2010 por TiO

Num esforço para aumentar o turismo, países como Barbados e as Filipinas lançam iniciativas para atrair viajantes seniores que necessitam de cuidados de saúde de maior qualidade.

O governo de Barbados anunciou planos de criar um Conselho Nacional de Saúde de qualidade, que serviria como um órgão regulador para o produto e prestadores privados de serviços.

Este conselho seria dividido em subsecções para tratar seis sectores de promoção de bem-estar, incluindo a medicina complementar e alternativa, opções saudáveis, vida assistida, o acesso universal aos produtos e serviços turísticos, bem como a medicina convencional.

Actualmente, reiki, reflexologia e massagem são os serviços mais populares entre os “turistas medicinais”. Legisladores nas Filipinas estão também a trabalhar para promover o “turismo medicinal”, uma indústria global que se espera valer 188.000 milhões dólares americanos nos próximos três anos, de acordo com o Boletim de Manila.

Como resultado, o país – junto com outros membros do mercado asiático, como Tailândia, Índia, Singapura e Malásia – esperam atrair pacientes idosos de países com sistemas de saúde que não conseguem para satisfazer as suas próprias necessidades.

Os alvos são, para além da Europa e dos Estados Unidos, as nações em desenvolvimento como a Indonésia, Vietname, Camboja e partes da África e América Latina.

Fonte: Global Network

Estimular actividade cerebral

Adicionada | 01 Maio 2010 por TiO

Investigadores americanos comprovaram que navegar na Internet aumenta a capacidade de raciocínio e estimula o cérebro das pessoas de terceira idade num curto espaço de tempo.

A investigação liderada pelo Center of Excellence for Aging and Brain Repair, da Universidade da Flórida, recorreu a 24 voluntários com idades compreendidas entre os 55 e os 78 anos, que por sua vez foram divididos por dois grupos, um com experiência no uso da Internet e outro para quem as novas tecnologias são completamente desconhecidas.

Fonte: Ciência Hoje

Roadmapping do projecto ePAL

Adicionada | 25 Abril 2010 por TiO

Estão concluídos os resultados de roadmapping do projecto ePAL – extending Professional Active Life.

A actividade de desenvolvimento do roadmap estratégico foi realizada através do envolvimento de mais de 200 partes interessadas neste contexto. Desta forma, os resultados deste roadmap estão concluídos, tendo existido consenso por parte das partes interessadas envolvidas. Estão agora publicadas: a visão 2020 do ePAL (ePAL-Vision2020), as directivas para os planos de acção necessários, bem como as recomendações necessárias para investigação e avanços tecnológicos nesta área.

website: http://www.epal.eu.com

Genes e Envelhecimento

Adicionada | 23 Abril 2010 por TiO

Genes e Envelhecimento

Um dos investigadores da Universidade de Liverpool, que desenvolveu um novo método para ajudar os pesquisadores a identificar os genes que determinam o processo de envelhecimento, é português.  Dr. João Pedro Magalhães, da School of Biological Sciences, define-se como “cientista, filosofo, sonhador e transhumanista”, e explicou a um jornal inglês esta descoberta:

“Nós desenvolvemos um novo algoritmo para analisar os dados de micro-arranjos de genes de espécies diferentes, e combinamos os dados de vários estudos para obter uma imagem de como os genes respondem ao envelhecimento, como um todo no  organismo. Este método é semelhante ao modo como os cientistas estudam as características moleculares do cancro, mas é a primeira vez que está a ser sido utilizado na investigação sobre envelhecimento.

“Os estudos até agora têm olhado para o processo de envelhecimento em tecidos específicos, mas não foram capazes de construir uma visão coerente do envelhecimento em organismos inteiros. Os resultados sugerem que os genes podem adaptar- se ao envelhecimento e ajudar a proteger o corpo, ou mesmo diminuir o processo de envelhecimento. Através da combinação de grandes quantidades de dados entre vários tipos de tecidos de  diferentes espécies. No entanto, fomos capazes de identificar muitos outros exemplos de comportamento adaptativo gene nos animais e seres humanos. Isto demonstra que o corpo tem mecanismos naturais para responder às relacionadas condições com a idade.

“Nós descobrimos que alguns genes – anteriormente não relacionada com o envelhecimento – tornam-se mais abundantes, com idade para ajudar a proteger o corpo. Podemos usar esses genes como bio-marcador – ou” assinatura “- do envelhecimento para que os cientistas possam desenvolver produtos e tratamentos que ajudam a gerir o processo de envelhecimento de forma eficaz”

Fonte: ScienceDaily / TiO

Mercado de trabalho a envelhecer

Adicionada | 16 Abril 2010 por TiO

Existem menos entradas no mercado de trabalho europeu do que pessoas a reformarem-se.

As alterações demográficas afectam o mercado de trabalho. O estudo da Allianz “Demographic Pulse” (Pulso Demográfico, em português) mostra que na União Europeia, em 2010, o número de pessoas com idades compreendidas entre os 60 e os 65 anos irá ultrapassar significativamente o número de jovens a entrar no mercado de trabalho.

Actualmente habitam na União Europeia aproximadamente 28,6 milhões de pessoas entre os 15 e os 20 anos e 28,8 milhões de seniores entre os 60 e os 65 anos. Em 2010, o défice irá ultrapassar a marca das 200.000 pessoas.

“Ao passo que a geração denominada de “Baby Boomer” se aproxima da data da reforma, a diferença entre as pessoas a entrar no mercado de trabalho e as que entram na idade da reforma irá aumentar nos próximos anos, devendo ascender aos 8,3 milhões de pessoas até 2030″, explica o professor Michael Heise, economista chefe e líder do desenvolvimento corporativo na Allianz.

O dilema do sistema de pensões

Ameaças semelhantes estão previstas para outros membros do G-20, tais como a Rússia, o Canadá, a Coreia do Sul e a China. No Japão, a situação já é mais dramática: 6 milhões de jovens a terminar os cursos não compensam os cerca de 10 milhões de seniores a entrar na idade da reforma. Por outro lado, nos Estados Unidos, o número de trabalhadores em idade activa ainda está a subir. Este facto deve-se à atractividade do país como um destino de imigração e ao crescimento da taxa de natalidade.

Apesar do envelhecimento da população poder ser visto como uma solução para os problemas de desemprego na União Europeia, a verdade é que o desemprego não se irá resolver devido a uma diminuição da população activa. Heise afirma que “O desemprego é um problema estrutural. O nível de formação e a experiência de trabalho de muitos dos desempregados não é compatível com os requerimentos mínimos exigidos pelos empregadores”.

Felizmente, a ameaça demográfica não levará necessariamente a um declinio da economia, ou à marginalização da Europa em relação à “Chinamérica”. No entanto, é essencial adaptar as condições de trabalho à nova estrutura demográfica e às necessidades especiais da mão-de-obra envelhecida.

Manter os seniores activos

Actualmente, em toda a União Europeia, apenas um terço de todas as pessoas com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos permanecem activas. No entanto, devem fazer-se algumas distinções individuais para alguns países.

A pior situação regista-se na Hungria, com uma taxa de seniores activos de 13,3%, enquanto que a Suécia lidera no mercado da empregabilidade sénior, sendo a sua taxa de seniores activos de 63%. Se o resto da Europa conseguir “apanhar” os suecos, teremos mais 8 milhões de trabalhadores até 2030.

Aumentar a proporção de pessoas mais velhas nos locais de trabalho é o desafio que o mercado de trabalho enfrenta no futuro. Segundo Heise, “Em vários países da União europeia já foi dado um passo chave para alcançar este objectivo: nos últimos anos alguns países reduziram os incentivos à reforma antecipada nos seus sistemas de pensões. O próximo passo é criar o ambiente apropriado no mercado de trabalho para estes trabalhadores”.

Mais informação em: Allianz Knowledge

Sénior? Velho? Ou Idoso?

Adicionada | 23 Março 2010 por TiO

Sénior? Velho? Ou Idoso?

O que chamar às pessoas à medida que envelhecem? Para descobrir a resposta, a indústria francesa encomendou um estudo para saber como se deve dirigir à população com mais de 50 anos.  Assim, quem tem mais de: 
50 anos prefere ser chamado de “sénior”
60 anos prefere ser chamado de “sénior” (53%)  ou “reformado” (50%)
70 anos prefere ser chamado de “reformado” (48%)  ou “pessoa idosa” (37%)
80 anos prefere ser chamado de “pessoa idosa”

Curiosamente, para a sociedade em geral estas faixas etárias têm denominações diferentes:
Baby-boomer (expressão inglesa para designar quem nasceu na década de sessenta): tem cerca de 56 anos
Ancião: 58 anos
Sénior: 61 anos
Veterano: 68 anos
Idoso: 72 anos
Velho: 76 anos

Acesso ao Estudo .: