Sexo e a idade
Adicionada | 15 Abril 2010 por TiO
Os homens vivem menos mas desfrutam de sexo por mais anos. Aos 55 anos eles podem esperar outros 15 anos de actividade sexual e elas algo menos de 11. A chave está em ter parceiro. Segundo confirmam as estatísticas, as mulheres perdem o seu cônjuge em primeiro lugar e isto limita a sua vida íntima.
Pela primeira vez, um grupo de especialistas norte-americanos introduz este conceito: a esperança de vida sexual, ou seja, a média de anos que uma pessoa desfrutará de relações carnais e que varia entre homens e mulheres.
A frequência de encontros íntimos, a qualidade dos mesmos e o interesse em mantê-los parece ser maior no grupo masculino do que no feminino e esta disparidade acentua-se com a idade, segundo a principal autora da investigação Stacy Tessler, professora de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.
Por exemplo, aos 50, a percentagem de mulheres (65,6 %) e de homens (69,7 %) que classifica as suas relações como boas não é muito díspar.
No entanto, entre os 75 e os 85 anos, apenas metade das mulheres confessa que são satisfatórias, frente a 71 % dos seus companheiros.
A actividade sexual vai diminuindo ao longo do tempo em ambos os sexos, mas especialmente nas mulheres.
Entre os 75 e os 85 anos, a percentagem de homens sexualmente activos (38,9 por cento) é mais do dobro do que das mulheres suas contemporâneas (16,8 por cento).
Mais: apenas 11% delas afirma estar interessada em sexo, comparando com 41 % do grupo de homens.
Stacy Tessler, autora principal do estudo
Um elemento chave nestas diferenças tem a ver com “haver mais viúvas que viúvos. Nos Estados Unidos, os homens vivem uma média de 75 anos e as mulheres 80”, tal como explica este trabalho publicado no British Medical Journal.
Além disso, 72 % dos homens entre os 75 e 85 anos têm parceira e menos de 40% das mulheres têm com quem partilhar a vida sexual.
Para chegar a estas conclusões, a equipa de investigadores de Chicago analisou dados de mais de seis mil participantes entre os 25 e os 85 anos, em que também foi valorizado o nível de saúde geral de cada indivíduo.
Deste modo, observou-se a associação entre o estado físico e os encontros íntimos. “Reparámos que a boa condição de saúde indicia a uma maior frequência de relações nos homens e a qualidade da vida sexual das mulheres”, salientou Tessler.
Os investigadores puderam mesmo concluir que quem se encontrava em boa forma física estava quase duas vezes mais interessado do quem demonstrava pior estado de saúde.
No editorial que acompanha a investigação, Patrícia Goodson, professora da Universidade do Texas, relata que “o estudo oferece boas e novas notícias − que as pessoas nos Estados Unidos podem desfrutar das suas relações sexuais por muitos anos”.
Especialmente tendo em conta que hoje em dia existem tratamentos para a disfunção eréctil, um dos problemas que mais afecta este campo.



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