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Faltam 1898 camas

Adicionada | 13 Março 2010 por TiO

Há cada vez mais doentes idosos a precisar de internamento em unidades de cuidados continuados. Em 2007, foram assistidas no Norte 1868 pessoas e, em 2008, foram mais de sete mil. As camas têm aumentado, mas ainda não respondem às necessidades.

O número de internamentos só deverá parar de crescer em 2013, ano em que a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados deverá estar praticamente concluída. Em comparação com o resto do país, o Norte é a região com mais unidades de internamento de cuidados continuados (65) e, consequentemente, mais camas (1318). Porém, ainda há “uma lista de espera considerável por falta de camas”, admite Filomena Cardoso, vogal do Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN).

A meta definida para 2013 (inicialmente era 2016, mas foi reduzida) é atingir as 4587 camas na região, o que significa que, contando com as existentes e as que já estão asseguradas pelos programas Modelar, faltam 1898 camas.

A quantidade de pessoas à espera de vaga varia, mas na última semana eram cerca de 100, adianta a responsável da ARSN. O número inclui os doentes idosos, referenciados por hospitais e centros de saúde para todas as tipologias de cuidados (de curta, média ou longa duração e paliativos).

Criada em 2006, a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados – uma parceria dos ministérios da Saúde e da Segurança Social – pretende dar resposta às famílias com dificuldades em tomar conta dos seus doentes idosos, libertar as camas dos hospitais dos doentes agudos e também as dos lares da Segurança Social. Uma vez inscritos na rede, a ARSN distribui-os pelas unidades, privadas ou de solidariedade social, com quem tem acordos, consoante a disponibilidade de camas e a proximidade da residência. Cada dia de internamento nestas unidades custa entre 50 a 90 euros aos cofres do Estado.

Fonte: JN



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